Contato:
+55 11 3242 2219

Curiosidades da Cerveja

A historia da cerveja

Provavelmente a cerveja, produzida e consumida pelo homem há milênios, foi descoberta por acaso: quando uma mistura de água e cereais, que teria entrado em fermentação espontaneamente, foi provada e aprovada por um curioso. Acredita-se que a cerveja -uma das bebidas com o menor teor alcoólico (de 3% a 4%)- é tão antiga quanto o pão, pois era obtida a partir da fermentação de cereais como cevada e trigo. A bebida era feita por padeiros, que usavam como matéria-prima grãos de cereais e leveduras. A cevada era deixada de molho até germinar e, então, moída grosseiramente, sendo moldada em bolos aos quais se adicionava a levedura. Os bolos, após parcialmente assados e desfeitos, eram colocados em jarras com água e deixados fermentar. Esta cerveja rústica ainda é fabricada no Egito com o nome de Bouza.

A arte cervejeira, profundamente enraizada na cultura de países como Alemanha, Bélgica, República Tcheca e Eslováquia, nasceu da preocupação em aprimorar e desenvolver técnicas de produção. A seleção permanente das matérias-primas sempre foi fundamental para esse aperfeiçoamento. A Lei da Pureza, ou lei Reinheitsgebot, proclamada em 23 de abril de 1516, na Alemanha, definia que para a produção de cerveja apenas quatro insumos seriam permitidos: água, malte, lúpulo e fermento. A lei está em vigor até hoje e continua a determinar os procedimentos industriais permitidos para a produção da cerveja germânica.

A tradição de produzir um produto apenas com componentes naturais é motivo de orgulho para a indústria cervejeira. E é seguida até mesmo em muitos países que, sem a sombra da Lei da Pureza, contam com a possibilidade de substituir parcialmente o malte por outros cereais, como milho, arroz e trigo (o açúcar também pode ser utilizado em pequenas proporções). Os chineses foram os primeiros a preparar cerveja com grãos de cereais. A Samshu, fabricada a partir dos grãos de arroz, e a Kin já eram produzidas há cerca de 2.300 anos a.C..

Na maioria dos países, no Brasil inclusive, o malte de cevada também é substituído por outros cereais, chamados de adjuntos. A vantagem é econômica, uma vez que o cereal substituto pode ser mais barato que o malte. O resultado é uma cerveja mais leve e suave que a obtida exclusivamente com malte de cevada. Embora seja possível utilizar qualquer fonte de amido para esta finalidade, os produtos mais usados são o arroz e o milho.

O malte usado na cervejaria é o grão de cevada que foi submetido a um processo de germinação controlada, que o torna mais macio e solúvel. A cultura da planta é realizada em climas temperados. No Brasil, é produzida em algumas partes do Rio Grande do Sul durante o inverno. Após a colheita, as sementes de cevada são enviadas para a maltaria, que é a indústria que irá fazer a transformação da cevada em malte.

O lúpulo, por sua vez, é uma espécie de tempero da cerveja. O ingrediente confere à bebida o sabor amargo e o aroma que caracterizam cada tipo. É um dos principais elementos que os mestres cervejeiros dispõem para diferenciar suas cervejas das demais. A quantidade e o tipo (variedade) de lúpulo utilizado é um segredo guardado a sete chaves pelos cervejeiros. Trata-se de uma cultura dos climas frios do hemisfério norte. No Brasil não existem condições climáticas adequadas à produção de lúpulo, e todo o suprimento nacional é importado da Europa e Estados Unidos, os maiores produtores. Além do lúpulo, outras ervas aromáticas, como o zimbro, a hortelã e a losna, eram usadas na antiguidade para corrigir as diferenças observadas no sabor do produto final.

Muito do sucesso de certas cervejas deve-se às características da água com que são produzidas. A cerveja produzida em Pilsen, na República Tcheca e na Eslováquia, por exemplo, ficou famosa porque a água utilizada em sua produção apresentava uma característica peculiar. Com baixíssima salinidade, o líquido conferia à bebida um paladar único, chegando a originar um tipo de cerveja conhecido como pilsen. No Brasil, a maioria das regiões dispõe de águas suaves e adequadas à produção desse tipo de cerveja, também chamado de "lager" pelos ingleses.

A fermentação é certamente a fase mais importante para o paladar da cerveja. O fermento produz outras substâncias que, mesmo em quantidades muito pequenas, são responsáveis pelo aroma e pelo sabor do produto. É, portanto, durante a fermentação que o caráter da cerveja é formado.

Em lata, garrafa ou barril, a cerveja é basicamente a mesma. O processo de enchimento não altera em nada as características do produto. Após a etapa de envasamento, as cervejarias submetem a cerveja ao processo de pasteurização, principalmente quando são usadas garrafas e latas para embalar o produto (no barril, a cerveja em geral não é pasteurizada e por isso recebe o nome de chope). Essa pasteurização nada mais é que um processo térmico, no qual a cerveja é submetida a um aquecimento a 60°C e depois resfriada.

Com a evolução da técnica industrial, o "mestre cervejeiro" conta com todos os recursos técnicos e sanitários para a elaboração de um produto tecnicamente perfeito. Um cervejeiro moderno deve ser um engenheiro, químico ou bacteriologista.

Trazida pela Família Real Portuguesa a cerveja chegou ao Brasil em 1808, trazida pela família real portuguesa, de mudança para o então Brasil Colônia. Na primeira metade do século 19, apenas uma pequena parcela da população tinha acesso à bebida, disponível quase sempre sob rótulos de marcas importadas. A oferta escassa se devia ao temor dos portugueses de perder o filão da venda de seus vinhos. Os ingleses foram os primeiros a exportar cerveja para a antiga colônia, graças à abertura comercial às nações amigas de Portugal. Até o final do século 20, o Brasil ainda importava a bebida da Europa.

A produção cervejeira no Brasil começa por volta de 1830. Nessa época, as cervejas produzidas em território nacional tinham um grau de fermentação tão alto que, mesmo depois de engarrafadas, produziam uma enorme quantidade de gás carbônico, criando grande pressão. Daí a denominação "cerveja barbante" (ou da "marca barbante"), pois, devido à fabricação rudimentar, precisavam de um barbante para impedir que a rolha saltasse da garrafa.

Por ser refrescante e com baixo teor alcoólico, a bebida -que combinava muito mais com o clima tropical brasileiro que destilados, como o vinho, por exemplo- acabou conquistando popularidade no Brasil. Na segunda metade do século 19, as marcas estrangeiras Guiness, Porter e Spatenbraü, trazidas pelo Rei D. João 6º, começaram a enfrentar as pequenas concorrentes brasileiras Gabel, Guarda Velha e Logos, cervejas escuras e de alto teor alcoólico. Um pouco mais tarde surgiram as marcas Vesosso, Stampa, Olinda, Leal e Rosa, todas de curta duração.

Inconformado com a má qualidade das cervejas até então fabricadas no Brasil e acostumado ao sabor das cervejas européias, o suíço Joseph Villiger inaugurou, em 1888, a "Manufactura de Cerveja", uma cervejaria que funcionava em sua própria casa. Era o lançamento comercial da Brahma Chopp. Sua fórmula fez muito sucesso e, a cada dia, sua casa estava mais cheia de amigos que queriam beber o novo produto.

A marca "Franziskaner-Bräu", popularmente conhecida como "Franciscana", foi registrada por Villiger em 1899 e também passou a ser produzida pela Brahma. No mesmo ano, a cerveja Caracu foi lançada pelo major Carlos Roiz Pinto, na cidade de Rio Claro, no interior de São Paulo.

A primeira cerveja brasileira em lata de folha de flandres foi lançada em 1971 pela Skol, mesma marca que 18 anos depois também foi pioneira na produção de cerveja em latas de alumínio.

Os tipos de cervejas

As cervejas podem ser classificadas pelo teor de álcool, de extrato, pelo malte e de acordo com o tipo de fermentação: alta e baixa. A legislação brasileira determina que uma cerveja de alto teor alcoólico pode ter, no máximo 7%, menos que o vinho (em média 12%) e que a cachaça (entre 40% e 50%).

Se a sua preocupação é controlar o peso, fique de olho no teor de extrato, no tipo de malte e na cor da cerveja, que podem determinar a quantidade de calorias. As denominações baixa fermentação e alta fermentação referem-se à posição que fica o levedo no tanque no final da fermentação.

Ale
Originária da Inglaterra, tem cor clara, geralmente avermelhada. Possui extrato primitivo acima de 12,5%, alta fermentação e teor alcoólico que varia de médio a alto.

Bock
Originária da cidade de Einbeck, Alemanha. Cerveja forte (extrato primitivo acima de 14%) e de cor escura. Baixa fermentação e alto teor alcoólico. Só é produzida durante a primavera e o outono.

Dortmunder
Originária da cidade alemã Dortmund. É similar ao tipo Pilsen, ou seja, clara, médio teor alcoólico e médio teor de extrato.

Ice
Criada no Canadá em 1993, é uma cerveja fabricada pelo exclusivo "ice process", que consiste em, depois da fermentação, resfriar a cerveja a temperaturas abaixo de zero. Essas condições transformam a cerveja em finos cristais de gelo, que são retirados posteriormente resultando num produto mais forte e refrescante.

Malzbier
Originária da Alemanha, tem cor escura e grande poder nutritivo devido ao seu alto teor de extrato.

München
Originária da cidade de Munique, Alemanha, é obtida a partir de malte tipo Munique. A cerveja é de cor escura e possui médio teor alcoólico e de extrato.

Pilsen
Originária da cidade de Pilsen, na República Tcheca, é obtida a partir de malte tipo Pilsen e água de baixa dureza. Chamada de "lager" pelos ingleses, tem cor clara, teor alcoólico médio (entre 3% e 5%). É o tipo de cerveja mais consumido no Brasil, por ser o mais adequado ao clima do país.

Porter
Inglesa, essa cerveja é elaborada com maltes escuros e sua fermentação pode ser alta ou baixa, inclusive com fermentação posterior na própria garrafa. Tem teor alcoólico alto e cor escura.

Stout
Criada na Irlanda, é elaborada com maltes especiais, escuros e fermentação geralmente alta. A cerveja de teor alcoólico alto tem cor escura porque é feita com cevada torrada, com uma coloração mais escura e um sabor que associa o amargo do lúpulo ao adocicado do malte. As marcas irlandesas Guiness, Murphy's, Sapporo e Beasmish são as mais conhecidas do tipo stout. A Xingu é a primeira e única cerveja brasileira do tipo stout. Como uma verdadeira "sweet stout", apresenta espuma e sabor caramelizados.

Weissbier
Cerveja alemã de alta fermentação, elaborada com malte de trigo e de cevada. Tem cor clara e teor alcoólico médio.

Liquicenter

Rua Salvador Leme, 315 - Bom Retiro